Guardo,
no coração de marfim,
tudo o que me trazem,
o que não peço ou mereço,
o que jamais teve preço,
tudo o que me fazem
de bom ou ruim.
Guardo,
nos calabouços da mente,
tudo o que me ensinam,
o que não vi, mas conheço,
o que sei desde o começo
dos mistérios que alucinam,
do que ninguém mais sente.
Guardo,
nos labirintos da alma,
o que me toca e me fere,
o colorido da existência,
o dolorido da essência,
tudo o que me impele,
consome, ou acalma.
Faço
dos astros frios morada,
da noite quieta jornada
da consciência a singrar,
do pensamento a rasgar
vagas e bruma no escuro,
etéreos náufragos procuro.
fev/2012

4 Comentários:
ESSES PODERES DE GUARDAR E FAZER, QUE VOCÊ DESCREVE, CY, CERTAMENTE SÃO PRIVILÉGIOS DAS ALMAS MILENARES...
VOCÊ É DEMAIS!
BEIJO,
ANITA DRIEMEIER
ESTOU EM ESTADO DE SUBLIMAÇÃO...
O POETA COMPARTILHANDO SEU SER ...UM ESPETÁCULO DE SENSIBILIDADE!
BRAVO!!!!
CONTINUE NOS PRESENTEANDO COM SEUS LINDOS VERSOS, MEU AMIGO...
ABRAÇOS NA ALMA!
JEANNE
Olá Nobre poeta, obrigada pelo convite, seu blog é lindo e inspirador, obrigada também, pela sua valiosa colaboração no Centro Literário - CLIP, desejo sucesso e aguardamos seus poemas no CLIP.
bjs
Mara Bombo
Anita, Jeanne, Mara
Grato, lisonjeado e feliz pelos comentários e incentivo.
Continuando a procurar,
encontrar e resgatar
etéreos náufragos
milenares...
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